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Lobito

A origem do nome

28/02/2013 | Fonte: © Revista Austral Janeiro/Fevereiro 2013

©‎ www.angolaimagebank.com | Kostadin Luchansky 2013 | Entre Benguela e Lobito

A origem do nome Lobito provém da palavra em língua umbundu Pitu, antecedida da partícula classificativa Olu, o que resulta em Olupitu, que significa “porta, passadiço, passagem”, que as caravanas de carregadores, ao descer dos morros vindos do interior, percorriam antes de atingirem a “praça comercial” da Catumbela. Com o andar do tempo, de Olupitu o nome passou para Lupitu e, daí, acabou finalmente por ser aportuguesado para Lobito.

Dizem os registos históricos que “Foi o mar, a Porta para o mar, a Passagem, que definiu o pólo urbano do Lobito (...) a partir da velha Catumbela, em aproximação e integração ao oceano”. A então chamada Catumbela das Ostras “tinha como factores económicos os fornos de cal, o sal marinho e o armazenamento de cargas humanas (escravos) para transacção internacional, prática já ilegal mas ainda generalizada no mundo pelos que neste ancoradouro encontravam abrigo físico e fuga ao fisco”.

As propostas para fundação da cidade do Lobito remontam a 1650, dirigidas ao então Conselho Ultramarino português. Dada a importância do local, em 1842 uma portaria régia de D. Maria II ordenava mesmo a mudança da administração de “Benguela, estagnante e insalubre, para a zona mais favorável, limitada por morros, baixa e quebra-mar (restinga) segura e aliciante” do Lobito.

Em 1902, é reconhecida a potencialidade da baía do Lobito, em 1906 é elaborado o projecto do porto e, na área adjacente, surge a planta da primeira parte da cidade (hoje zona comercial), oficializada em 2 de Setembro de 1913 por portaria do governador Norton de Matos. Em 1923 inicia-se a construção do porto, abrindo-se à exploração em 1928, e em 1931 os construtores ingleses levam o Caminho-de-Ferro de Benguela desde o Lobito até à fronteira com o então Congo belga, actual República Democrática do Congo.

Com a construção do porto e da linha férrea, o Lobito tornar-se-ia na primeira cidade angolana, depois de Luanda, a ultrapassar os 100 mil habitantes até cerca de 1970. Ainda hoje mantém um assinalável crescimento humano e urbano, sendo das cidades de maior desenvolvimento económico em Angola, com o seu potencial turístico, a sua indústria de cimento e as suas fábricas de equipamentos ligados à prospecção e produção de petróleo.

Nos seus 100 anos de idade, é uma cidade jovem e moderna, bonita e simpática, sossegada, acolhedora, organizada, de portas abertas aos seus visitantes, com as suas belas praias da Restinga, pontos turísticos (miradouros, fortes e parques florestais), o carnaval, o folclore e uma competente rede hoteleira e de transportes públicos e privados. É de facto “a sala de visitas de Angola”!

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