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Sangano

Para quem vem de Luanda, ao km 99, quando avistar à sua direita umas pedras esculpidas, ao estilo Flinstones, com a palavra “restaurante”, não há que enganar. Vire à sua direita e siga as tabuletas que indicam “O Golfinho”. Vai sempre a descer até chegar à praia de Sangano.

Ao chegar lá abaixo, para a esquerda a aldeia de pescadores, para a direita e logo a seguir, o Complexo Turístico Golfinho, com restaurante e bungalows. Um pouco mais à frente, o Complexo Pirata.

Estacione onde conseguir ou num dos parques de estacionamento mais à direita. A praia está logo ali.

Se não trouxe merenda, e antes de  se instalar na praia, convêm reservar mesa num dos restaurantes da praia. E pode encomendar logo o almoço. Depois é só chegar à hora combinada e almoçar. Sem macas.

Se quiser um ambiente mais simples, vá ao careca. Mesmo no centro da aldeia de pescadores.

A praia tem algumas zonas de sombra por causa das árvores ao longo do areal, mas também pode alugar um chapéu de sol em colmo (os do Golfinho são em forma de chapéu de bruxa) com mesa e espreguiçadeiras incluídas.

Poucas ondas e um areal extenso para o devido passeio a pé. Na linha de água, miúdos da aldeia de pescadores, fazem aquilo que a princípio parece uma espécie de dança. Rodam os pés em movimentos rápidos para encontrar quitetas enterradas a pouca profundidade. Outros passam com lagostas acabadas de pescar à procura de comprador. Se eles não passarem caminhe pelo areal até à aldeia de pescadores e compre peixe ainda a saltar.

O pôr do sol fecha o dia de praia. Um ou outro barco colorido aproveita ainda para estender uma rede.

Para os que ficam, a noite continua mais tranquila. Menos gente nos restaurantes. No Pirata ao sabor de uma caipirinha, a música ambiente ouve-se agora melhor.

E se não almoçou o Arroz de Lagosta é altura de experimentar. Uma delicia. Uma dose dá seguramente para três, senão mesmo para quatro. Se forem menos e se sobrar não há problema nenhum, ou manda guardar para o dia seguinte, ou pede uma caixa de take away e leva para casa.

Ambos os complexos alugam bungalows para pernoitar. Obrigatório fazer reserva antecipada. 

O pirata disponibiliza ainda uma zona onde pode acampar. Não precisa de autorização da gerência. Apenas tem de seguir umas regras básicas: Sem barulhos. Sem lixo. 

E se à noite, ouvir um barulho do tipo tocar castanholas, não se assuste. Olhe para a areia e verá dezenas e dezenas de caranguejos (brancos) a desfilarem felizes à beira-mar. Parece que agradecem o céu repleto de estrelas e o luar cheio que ilumina toda a praia.

Texto e fotos: TP

 

  • Província: Bengo
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