Nublado

Terça | 20 Agosto

31C

32

25

Descubra o País < voltar

Livro e exposição de Mário Tendinha

O Vento Leste através das Portas

05/01/2013 | Fonte: © Austral, Revista de Bordo da TAAG (Janeiro/Fevereiro 2013)

O artista plástico Mário Tendinha lançou o livro “Vento Leste”, que é uma transposição para a escrita do historial das suas experiências na área artística. “O livro contém textos escritos, imagens das várias exposições que realizei e alguns ensaios de dança. Os temas reflectem histórias que vivi em diversos pontos do país”, explicou Mário Tendinha por ocasião do seu lançamento, no passado mês de Outubro em Luanda.

Numa ligação entre pintura e escrita, o lançamento do livro foi feito no decorrer da sua exposição de artes plásticas “Através das Portas”, que Mário Tendinha exibiu no Centro Cultural Português entre os meses de Setembro e Outubro do ano passado. “Não sou um escritor”, sublinhou ele, acrescentando: “apenas juntei um conjunto de textos que escrevi, textos de autores que escreveram sobre a minha obra, fotografias dos meus trabalhos e exposições, que depois resultaram neste livro”.

De acordo com Mário Tendinha, “fundamentalmente o livro é um conjunto de histórias sobre a minha infância e adolescência, a família, os amigos e locais onde vivi, a minha experiência, os laços, as raízes, que no fundo não é senão ligação a esta terra, que é Angola”. Prefaciado por Ana Clara Guerra Marques, o livro compreende textos datados de 1994 e outros mais recentes, alternados com álbuns fotográficos que retratam o seu percurso enquanto artista plástico.

Mário Tendinha nasceu em 1950 na cidade do Namibe, oriundo de família algarvia e do norte de África. Começou a desenhar e a pintar aos 18 anos, muito influenciado pelo deserto do Namibe, mas também pelo mar, a pesca e o povo cuvale. Realizou a sua primeira exposição individual em 1972 na Biblioteca Municipal do Huambo. Depois de novos trabalhos, seguiu-se outra exposição em 1973, desta vez em Luanda, e em 1974 participou numa grande exposição colectiva no Lubango.

Ele afirma que, do ponto de vista estético, a sua expressão artística por excelência “é transportar para a tela ou para o papel, os sonhos, as angústias, os medos, o humor, os anseios e as histórias dos homens, das mulheres e das crianças que me rodeiam”. Como obras relevantes, tem um trabalho pictórico em telas sobre os Ogros (imaginários monstros antropófagos da tradição oral angolana) e a subsequente exposição “Oratura… dos Ogros e do Fantástico”.

Comentários