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Luanda

A majestosa capital angolana

27/07/2012 | Fonte: © Austral, Revista de Bordo da TAAG (Jan/Fev 2012)

CMariz | Novembro.2012 | A cidade vista da Baía

Com 436 anos de vida, completados a 25 de Janeiro de 2012, Luanda é a imponente e majestosa capital angolana, que constitui actualmente o principal centro administrativo, político e económico do país. Luanda tem a sua História ligada à colonização portuguesa, onde desembarcaram os primeiros colonizadores vindos nas caravelas comandadas pelo navegador Paulo Dias de Novais.

Os registos históricos sustentam que “quando os portugueses chegaram à região onde hoje se localiza a cidade de Luanda (no século XVI), esta era parte integrante do Reino do Ndongo, vassalo do Reino do Kongo, e era especialmente importante por ser uma zona produtora de Zimbo – uma pequena concha com valor fiduciário”.

A origem do nome ‘Luanda’ remonta ao tempo em que Paulo Dias de Novais, na segunda viagem ao actual território de Angola, no ano de 1575, acostou a sua frota na Ilha de Luanda, que era habitada pelos nativos Axiluanda (singular Muxiluanda), que significa “homens do mar” (pescadores). Portanto, foi na Ilha de Luanda onde desembarcaram e também se instalaram os primeiros colonos portugueses, entre os quais homens de armas do capitão-mor Paulo Dias de Novais, padres missionários, mercadores e servidores.

Reza a História que, um ano após a fixação desse primeiro núcleo de colonos portugueses (cerca de 700 pessoas), “reconhecendo não ser a Ilha de Luanda o lugar mais adequado, (Paulo Dias de Novais) avançou para terra firme e fundou a vila de São Paulo da Assunção de Loanda em 25 de Janeiro de 1576, tendo lançado a primeira pedra para a edificação da igreja dedicada a São Sebastião, santo de grande dedidevoção dos portugueses e patrono onomástico do rei de Portugal”, no lugar onde mais tarde surgiria a Fortaleza de São Miguel, em 1634, actual Museu das Forças Armadas.

Afirmam ainda os registos históricos que a escolha do novo local para a vila “foi influenciada sobremaneira pela existência de um magnífico porto natural, situado numa baía protegida por uma ilha; de uma fonte de água potável (as águas do poço da então Lagoa dos Elefantes); e das excelentes condições de defesa oferecidas (…) pelo morro de São Miguel”. Aliás, a questão da defesa das investidas holandesas ditou a expansão da vila através dessa parte alta, no prolongamento da fortaleza, onde viria a surgir a chamada “Cidade Alta”, com a construção de instalações para a administração civil e religiosa.

Mas também surgiria a “Cidade Baixa”, a partir da actual área dos Coqueiros, que no início do século XVII era dominada por mercadores de escravos, uma vez que nessa altura a economia da vila de Luanda assentava exclusivamente no comércio de escravos, “proporcionando avultados lucros e um elevado nível de vida”. Entretanto, “em 1605, com o aumento da população europeia e do número de edificações, que se estendiam já de São Miguel ao largo fronteiro ao Hospital D. Maria Pia (actual Josina Machel), a vila de São Paulo de Assunção de Loanda recebeu foral de Cidade, sendo constituída a primeira Vereação Municipal”.

Nesta época, já existiam na parte alta as igrejas da Misericórdia, construída em 1576; a Sé Episcopal, em 1583; a Igreja do Jesuítas, em 1593; o Convento de São José, em 1604, e o Palácio do governador, em 1607.

Alguns desses edifícios ainda hoje fazem parte do imenso património turístico da capital angolana, entre os quais também a Ermida da Nazaré, a Igreja do Carmo, ruínas do Convento das Carmelitas (todos do século XV), os acabamentos da Fortaleza de S. Pedro da Barra e do Forte do Penedo e a Alfândega (século XVIII). A estes edifícios antigos, juntaram- se nos séculos seguintes modernas construções, sobretudo na avenida marginal da baía de Luanda, que se tornaria em cartão-postal da cidade.

A partir do século XX, Luanda tem registado um empolgante crescimento, com uma grande explosão demográfica nos anos setenta, sobretudo provocada pelo conflito armado na sequência da descolonização e independência de Angola, em 1975. Se no último ano da colonização, a população luandense não alcançava os 900 mil habitantes, actualmente é estimada muito próxima dos 5 milhões de habitantes, nas áreas peourbana e suburbana, o que a converte na terceira maior cidade lusófona, a seguir a São Paulo e Rio de Janeiro (Brasil).

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