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Prémio Literário Sagrada Esperança

“O Ocaso dos Pirilampos” foi vencedor

12/11/2013 | Fonte: @Austral, Revista de Bordo da TAAG (Novembro/Dezembro 2013)

© Revista Austral | Adriano Mixinge, vencedor do Prémio Literário Sagrada Esperança

Em decisão unânime, o Júri do Prémio Literário Sagrada Esperança atribuiu o galardão referente a 2013 à obra “O Ocaso dos Pirilampos”, do escritor Adriano Mixinge, tendo em conta “o ponto de vista da inovação, da modernidade, do imaginário e, em simultâneo, por ter um carácter tanto nacional, como universal”. O prémio é atribuído anualmente em homenagem póstuma ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto.

“Trata-se de um livro em prosa poética, que conjuga vários estilos, entre a crónica, por natureza irónica, e o ensaio, recorrendo ao simbolismo, outra componente essencial da literatura”, realçou a secretária do Corpo de Jurados, Amélia Dalomba. Na opinião dos Jurados, a obra "abarca preocupações quotidianas de qualquer cidadão comum, como a destruição do ambiente, a falta de exercício pleno da cidadania, a desumanização, a sobreposição do lado material ao espiritual, num apelo à consciência colectiva". O livro será lançado por ocasião do Dia da Cultura Nacional (8 de Janeiro), na mesma altura em que será entregue o valor do prémio, equivalente a 15 mil dólares americanos, a Adriano Mixinge, actual conselheiro cultural na Embaixada de Angola em França, historiador, curador, crítico de arte, licenciado pela Universidade de Havana. Tem outras obras publicadas, entre as quais o romance Tanda (Edições Chá de Caxinde, 2006) e o ensaio Made in Angola: arte contemporânea, artistas e debates (Edições L’harmattan, Paris, 2009).

Por outro lado, os membros do Júri, este ano integrado pelos escritores Carlos Ferreira “Cassé”, Presidente, Amélia Dalomba, Secretária, e a filóloga Agnela Barros, recomendaram a publicação, pelo seu alcance pedagógico, das obras candidatas ao prémio “Estórias Para Bem Ouvir Leituras Para Todos”, de Fragata de Morais, “Fátussengóla-O Homem do Rádio Que Espalhava Dúvidas”, de Gociante Patissa, e “Actores de Teatro-A Vida dos Grupos Angolanos”, de Francisco Luís João Gaspar.

Grupos Angolanos”, de Francisco Luís João Gaspar. “Embora não obedecendo a alguns parâmetros determinados pelo regulamento, os Jurados aconselharam também a publicação dos livros “A Pele de Zito Maimba”, de Ana Paula de Jesus Gomes, “Sou o que Sou”, de Ariclenes Tiago, “Sou Aquilo Que Me Deixo Ser”, de Marcos Castro e Silva, “A Sul do Sol”, de Francisco Montanha Rebello, e “Filhos do Musseque”, de Alberto Botelho”.

O Prémio Literário Sagrada Esperança é promovido pelo Instituto Nacional das Indústrias Culturais (INIC) e pela Fundação António Agostinho Neto (FAAN), com o patrocínio do Banco Caixa Geral Totta de Angola, em homenagem póstuma ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto. De periodicidade anual, o concurso visa incentivar a criação literária entre os autores nacionais e o surgimento de mais obras editadas.

Criado em 1980 pelo INALD (Instituto Nacional do Livro e do Disco), agora convertido em INIC, o Prémio foi ganho pela primeira vez pelo escritor Manuel Rui, com a novela “Quem Me Dera Ser Onda”. Devido a problemas institucionais, a atribuição do prémio foi interrompida por sete anos, mas um acordo entre a FAAN, o INIC e o Banco Caixa Geral Totta de Angola reactivou o prémio em 2011, com novo formato.

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