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Sumbe

Imenso potencial turístico

03/11/2010 | Fonte: © Austral, Revista de Bordo da TAAG (Novembro/Dezembro 2010)

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Fotos: Carlos Lousada

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No litoral-sul angolano, a escassos quilómetros de Luanda, surge o esplendor da cidade do Sumbe, capital da província do Kwanza-Sul, banhada pelas águas de um mar abençoado pelo peixe, uma espécie que também não falta nas águas doces dos seus rios. Em terra, os recursos naturais agrícolas e pecuários completam o cenário.

Sumbe deriva da palavra em língua nacional quimbundo ‘Kussumba’, que em português significa ‘Comprar’. O ponto onde se encontra situada a cidade do Sumbe constituiu sempre um local de eleição para trocas comerciais entre os povos do interior e do litoral: o sal e o peixe, bem como os tecidos trazidos pelos europeus serviram durante muito tempo para alimentar esse circuito comercial, que também envolvia a venda de escravos negros.

A importância do local levou as autoridades coloniais portuguesas a pensarem na fundação de uma cidade, motivada também pela “necessidade de defesa contra as incursões dos piratas ingleses e franceses e da ligação entre os reinos de Luanda e Benguela, bem como das minas de cobre”.

Foi nessa região, mais precisamente em Kicombo, que o luso-brasileiro Salvador Corrêa de Sá e Benevides fundeou a sua frota de caravelas vindas do Brasil, no ano de 1648, e preparou a expedição que viria a expulsar os holandeses que ocupavam Luanda.

De acordo com dados históricos, a fundação da cidade iniciou-se em 7 de Janeiro de 1768, quando o governador Inocêncio de Sousa Coutinho ordenou a uma brigada de engenheiros para fazer a escolha do local onde se instalaria um presídio com o nome de Novo Redondo.

A sua evolução deu-se a partir de 1785 com a construção da primeira fortaleza de pedra, a primeira igreja foi edificada em 1811, enquanto que os primeiros serviços de saúde surgiram em 1872 através do médico Francisco Joaquim Vieira.

No século XX, já com características de vila, foi pela primeira vez visitada por um presidente português em 1954, na altura o general Francisco Higino Craveiro Lopes. Em 1955, pelo decreto 40.225 de 20 de Julho, é elevada a capital de distrito e, em 28 de Maio do ano seguinte (1956), pelo diploma legislativo número 2757, ascende à categoria de cidade.

Reza a História que Novo Redondo foi a primeira localidade angolana a ter iluminação domiciliária, fornecida a partir da barragem hidroeléctrica do rio Cambongo, depois ampliada e melhorada com a actual estação de captação e tratamento há 50 anos.

Mas esta cidade também já se chamou Ngunza Cabolo após a independência de Angola em 1975, em homenagem ao líder resistente à ocupação colonial também chamado de “Príncipe do Sertão”. De facto, o nome de Ngunza Cabolo foi uma forma de homenagear a resistência dos angolanos à colonização a sul do rio Kwanza – uma evidência que se pode confirmar ainda hoje pela existência de fortalezas e outras fortificações construídas pelas autoridades coloniais.

Mas a cidade readquiriu o nome original – Sumbe, que ostenta até hoje, com o seu litoral apetrechado de maravilhosas praias, mas também de terras altas, como a região do Gungo, onde se implanta o monte Chamaco, que ultrapassa os mil metros de altitude.

É uma população de cerca de 35 mil habitantes, constituída predominantemente por Mupindas, Musseles, Bailundos, Lumbos e Amboins, que a nível do Ensino beneficia dos préstimos das unidades orgânicas da Universidades Katyavala Bwila. Esta Universidade possui 13 cursos em três Faculdades e Institutos Superiores instalados tanto no Sumbe, como nas cidades de Benguela e Lobito.

A actividade económica da população está essencialmente virada para a pesca e a agropecuária, em particular o cultivo de milho, batata e hortofrutícolas, bem como a criação de gado caprino e bovino.

A cidade do Sumbe é delimitada a norte pelo curso inferior do rio Keve, a sul pelo curso inferior do rio Balombo e a Oeste pelo oceano Atlântico, cuja marginal acolhe anualmente o Festival Internacional de Música FestiSumbe, com a presença de bandas musicais de vários estilos e grupos de dança. Trata-se da maior festa da cidade, que acontece durante dois dias desde 2001.

Acontecimento não menos excitante é o Rally do Kwanza-Sul, que em 2009 constituiu a reanimação dos desportos motorizados no país, aberto a automóveis, pick up’s, jeep’s motos e quads. Durante quatro horas, as máquinas percorrem um percurso que atravessa o Sumbe e arredores num total de 130 quilómetros.

Fazendo parte da faixa de clima tropical quente e semiárido, o período mais quente do ano coincide com nove meses da estação chuvosa, sendo os meses mais frios os de Junho a Agosto.

As referências indicam que “possui um imenso potencial turístico, onde sobressaem rios com corredeiras para os apaixonados por rafting, canyons, cachoeiras, fontes de águas quentes e muitos vales verdes para a prática de trekking, ou simplesmente para sentar e ficar apreciando o pôr-do- sol. Os ventos que sopram na praia fazem também as delícias dos amantes da vela, asa delta e kite surfing”.

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