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Terras de um novo mundo

Projecto Okavango-Zambeze

15/10/2012 | Fonte: © Austral (Set/Out2012)

Fotos

Fotos:Carlos Lousada

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  • Protecção da biodiversidade e melhoria das condições de vida
  • Projecto Okavango-Zambeze
  • Cidade de Menongue, capital do Kuando-Kubango
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  • Kuando-Kubango virgindade a desflorar
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  • Desenvolvimento sustentável da população do Kuando-Kubango
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  • O Projecto Okavango-Zambeze prevê a integração da comunidade Khoisan
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Protecção da biodiversidade e melhoria das condições de vida1 de 17

A província angolana do Kuando-Kubango é o ponto de partida do projecto transfronteiriço Okavango-Zambeze, que se estende a quatro outros países da região austral de África: Namíbia, Zâmbia, Botswana e Zimbabué. Do lado angolano, este projecto de conservação da biodiversidade ocupa uma área territorial de 87 mil quilómetros quadrados, onde se encaixam as reservas naturais de Mavinga e Luiana e as coutadas de« Longa Mavinga, Mucusso e Luengue, nas outrora consideradas “terras do fim do mundo”…

Trata-se de uma longa área ao longo das linhas de água dos rios Kuvango e Zambeze, que banham esses cinco países da SADC (organização comunitária virada para o desenvolvimento da África Austral). O rio Kuvango nasce no planalto central angolano, atravessa a província do Kuando-Kubango, cruza a fronteira e desagua no delta do Okavango, no Botswana. O objectivo é amplo e claro: “Gerir os seus ecossistemas (…), com vista a garantir a viabilidade de longo prazo e a diversidade dos seus recursos naturais e culturais, gerando benefícios socioeconómicos para a melhoria e garantia da subsistência das comunidades, através da harmonização de políticas (…) dos cinco países, criando um ambiente económico para promover o investimento”, lê-se no Site oficial do projecto.

Foi a 6 de Dezembro de 2006 que os cinco países assinaram o Memorando de Entendimento destinada à partilha comum dessas parcelas dos territórios de Angola, Botswana, Namíbia, Zimbabué e Zâmbia, para fins de conservação da biodiversidade, desenvolvimento sustentável das comunidades locais, turismo ecológico e partilha dos benefícios da exploração dos recursos naturais.

Em Agosto de 2011, seria assinado o acordo de execução do projecto Okavango- Zambeze, abreviadamente denominado KAZA, durante a 31ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC realizada em Luanda. Foi também em Luanda que o Governo angolano criou uma Comissão Técnica Interministerial destinada a efectuar a integração dos povos da sua área territorial, de protecção das espécies animais e vegetais, bem como de transformação da zona em ponto de atracção turística.

Na vertente da integração da população do lado angolano, o projecto é apoiado pela Organização Não-Governamental ACADIR (Associação de Conservação do Ambiente e Desenvolvimento Integrado Rural) e financiado pela USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), através do incentivo de actividades que possam servir de renda familiar, abastecimento de água potável e gestão sustentada dos recursos disponíveis. De acordo com José Américo, gestor de programas da ACADIR, o projecto abrange as comunidades dos municípios de Cuangar, Calai, Dirico, Menongue e da comuna de Savate.

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