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Restaurante Embarcad’ouro

17/01/2014 | Fonte: © Luanda Nightlife

Fotos: © Luanda Nightlife

“Embarcadouro é o sítio… Embarcad’Ouro é o espaço lounge onde somos convidados a deambular e experimentar as mais requintadas sensações em ambiente extremamente acolhedor. Embarque e deixe-se navegar pela mão do nosso chef. Aconchegue-se e prolongue a noite connosco, desfrute dos nossos sabores e de boa música, descontraia e envolva-se no ritmo africano”. Esta é a promessa feita na brochura do Restaurante Embarcad’Ouro, que recuperámos no Executive Hotel Samba, que faz parte do mesmo grupo. O restaurante promete muito, lá voltámos depois de muitos anos e fomos com expectativas altas. Aqui segue a nossa crítica.

Localizado no Embarcadouro do Mussulo, na fronteira entre o Morro Bento e o Futungo de Belas, o Restaurante Embarcad’Ouro é um dos mais conhecidos na cidade, na região de Luanda Sul. Dentro do seu complexo, encontrará também um parking gratuito.

O Embarcad’Ouro tem uma decoração que consideramos “afro-chic”, com espaços diferentes de bar e restaurante, tanto externo, em zona coberta ou descoberta e uma zona interna. Decidimos jantar na zona externa coberta, onde há mesas amplas ou pequenas para jantar, cadeiras com braços e candelabros de vidro brancos. O ambiente é bastante confortável e acolhedor.

Fomos rapidamente acolhidos com o menu e carta de vinhos, e nunca nos sentimos abandonados. No entanto, sentimos alguma inexperiência (ou pura falta de atenção) por parte de um dos empregados de mesa, que foi colmatada por outro empregado (pareceu ser o chefe de sala, mas não podemos confirmar) e pelo gerente, que tomou o seu tempo para falar connosco quando tal foi necessário.

O couvert chegou prontamente à nossa mesa, numa espécie de tábua esguia com mini pratos. Estes continham:

azeitonas pretas e verdes;
paté de atum com maionese, ovo e salsa: estava bom;
salada de cogumelos com presunto (?): os cogumelos eram de lata. Uma salada (e qualquer prato digno desse nome) merece cogumelos frescos. Estava intragável;
salada de grão com bacalhau e cebola: estava bom e não sobrou para contar história.

Para as nossas entradas, encomendámos uma salada de tomate com mozzarella (somos fãs de uma boa Salada Caprese!) e uma salada de lascas de bacalhau. A salada de bacalhau estava óptima, com um bacalhau leve e macio. A salada de tomate foi uma decepção: ao invés de mozzarella, recebemos queijo fresco. É o seguinte: gostamos de queijo fresco e consumimos quase diariamente, mas NUNCA pagaríamos 2100 Kwanzas para comer 1/2 tomate com 1/2 queijo fresco. Queríamos mozzarella, a verdadeira. Faltou primor e informação quanto a este prato. Reclamamos junto do empregado de mesa, que nos respondeu que não sabia muito de queijos, o que não é resposta a dar a um cliente. Meia hora mais tarde, o gerente foi ter connosco, e explicou que não havia mozzarella e pediu desculpas pelo prato ter sido servido sem a informação prévia que um dos ingredientes não estava disponível. De seguida, retirou a salada da nossa conta. Ficamos gratos pelo gesto, que mostra humildade e profissionalismo. Falta muito disso em Angola, mas vemos cada vez mais nos estabelecimentos que frequentamos.

Queríamos magret de pato e carne de porco, mas avisaram-nos que ambos os pratos não estavam disponíveis. Finalmente, descobriram que havia magret e ao invés de carne de porco, escolhemos um lombo de cherne com molho tropical.

O lombo de cherne grelhado estava maravilhoso. Vinha numa cama de legumes salteados (que não tinham um sabor muito fresco) com molho de alcaparras e ananas quente, que estavam interessantes. No Instagram, enquanto “live instagramamos” a refeição, uma leitora disse que o ananás não tinha ar fresco. Isto é porque estava cozinhado no molho de alcaparras. Achámos a combinação interessante.

O magret de pato surpreendeu-nos assim que chegou a mesa, num bloco conciso. Sabíamos, instantaneamente, que estaria passado demais. O magret, quando está mal passado, tem uma consistência mais macia, rosa e menos compacta. Estava rijo e difícil de mastigar. A cama de legumes era a mesma que para o lombo de cherne, com um molho de laranja que estava bom. O prato veio acompanhado com batatas fritas caseiras. O gerente compreendeu a nossa reclamação e concordou connosco, dizendo (citámos) que o magret deve ser servido meramente “flambeado”, o que não é muito do gosto dos angolanos. Uma pena, pois magret, para nós, tem de estar mal passado para estar no ponto

Já estávamos bastante satisfeitos, mas não queríamos deixar o restaurante sem provar pelo menos uma das suas sobremesas. E que melhor opção que pedir a “Barca de Sabores”, que apresenta uma amostra de cada sobremesa que o restaurante tenha disponível no dia. Este foi o momento auge da nossa refeição, pois fomos brindados com SETE sobremesas:

mousse de maracujá (boa);
bolo de chocolate (okayzinho);
torta de laranja (muito boa e molhadinha);
quindim (estranho);
pão de ló da casa (um dos destaques do restaurante, mas não ficamos muito fãs. O gerente explicou-nos que esta sobremesa tem tanto sucesso, que os clientes habituais já a encomendam assim que chegam ao restaurante para ter um pão no final da refeição);
tarte de limão com merengue (muito bom);
mousse de bolacha (a melhor de todas as sobremesas!)

O restaurante tem carta de vinhos e alguns cocktails como caipirinhas. Mas estávamos um pouco tímidos e ficamo-nos pela água natural.

O couvert custa 700 Kwanzas por pessoa. A salada de tomate e queijo custa 2100 Kwanzas. A salada de lascas de bacalhau custa 1700 Kwanzas. O magret de pato custa 3100 Kwanzas. O lombo de cherne custa 3500 Kwanzas. A barca de sabores (7 sobremesas), para duas pessoas, custa 2500 Kwanzas.

A reter

a decoração é bastante confortável e agradável;
gostámos de alguns pratos como a salada de bacalhau, o cherne e ficamos impressionados com a barca de sabores para a sobremesa, mesmo que não tenhamos apreciado todas as sobremesas, foi uma excelente escolha para terminar o jantar;
apreciamos a gentileza e profissionalismo do chefe de sala e sobretudo do gerente, que souberam gerir a nossa frustração e aceitaram as nossas críticas construtivas. Gostaríamos de ver a mesma qualidade no serviço em outros estabelecimentos da nossa cidade.

A melhorar

Os preços são bastante puxados para a qualidade dos pratos. Uma salada de tomate por 2100 deve ser excepcional e esta não era.
O empregado de mesa não soube informar-nos devidamente em relação aos pratos e nem sempre teve a melhor capacidade de resposta às nossas críticas e/ou reclamações;
mosquitos: aconselhamos o uso de repelente antes de ir ao Embarcad’ouro pois os mosquitos estão bastante presentes nos espaços exteriores.

Porque voltaríamos ao Embarcad’ouro?

Temos sentimentos mistos em relação a este restaurante, mesmo dentro da nossa equipa. Temos dele boas recordações do passado e queríamos reitera-las com esta nova experiência. Alguns pratos satisfizeram-nos bastante, outros surpreenderam tanto na negativa quanto na positiva. Metade da equipa pensa que, pelo preço praticado, e até algumas mudanças serem efectuadas, não fazem questão de voltar rapidamente ao Embarcad’Ouro para uma refeição. A outra metade voltaria pelo sossego e decoração do espaço e a degustação de algumas caipirinhas e outros pratos do cardápio.







Informações úteis


Cozinha: Portuguesa
Classificação: ***
Horário de abertura: aberto a partir das 19h30

Intervalo de preços(30-50) €

Contactos

Morada
Embarcadouro do Mussulo, Capsoca – Futungo de Belas, Luanda Sul

Contactos

Tlf: +244 923 375 628, + 244 923 320 334, 244 929 889 148,
Email: rocadasmangueiras@gmail.com
Site: https://www.facebook.com/pages/Restaurante-Embarcadouro/236676769716992

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