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Benguela, "malembe malembe"

Para conhecer sem pressa

02/04/2009 | Fonte: © www.sapo.ao | Mayra Prata Fernandes

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Foto: Mayra Prata Fernandes // Vídeo: Vídeos na Rede

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A capital da terra do sisal foi fundada por Manuel Cerveira Pereira, em 1601, que motivado pelas lendas das minas de prata e de cobre fundou S. Filipe, a Benguela, do século XVII, que seria a base de penetração para o interior e por meio de muitos esforços se transformou num ponto de trocas comerciais fulcral para o País.

Mombaka, nome que os nativos tinham para a cidade e hoje é usado carinhosamente quando nos referimos a Benguela, liga Angola à Zâmbia e ao resto do mundo através dos caminhos-de-ferro.

Mas Benguela não é só história, é calor, andar a pé, conhecer a cidade de ponta a ponta e viver sem pressa: malembe malembe.

Com praias famosas, como a Praia Morena, a Baía Azul, a Caota, ou Santo António, os meses quentes (de Novembro a Abril aproximadamente) são muito bem passados.

Andando a pé pela cidade facilmente se vai dar à Praia Morena, mas antes de chegar a um dos pontos mais interessantes, vai ver artesãos nas suas oficinas, confeccionando sandálias e malas em cabedal, tudo feito à medida e ao gosto do cliente. 

Pode passar também pelo Mercado Municipal, sentar na praça e apreciar as gentes no centro da cidade onde o comércio acontece.

O mergulho de fim de tarde pode esperar um pouco mais para tirar uma ou duas fotografias. As paragens podem ser a Sé Catedral, especial por estar inacabada e o Largo da Peça, onde está uma velha peça de um canhão que o povo admira.

O passeio a pé dá uma perspectiva da cidade imperdível, sem prédios altos, vale a pena observar os kukapatas (motos táxi), as árvores floridas, as tão faladas acácias rubras, as senhoras que vendem os pacotinhos de pipocas, que só sabem bem, feitas por elas.

“Quando fui a Benguela eu não quis regressar... ” assim canta Nando Quental e com razão, quem vem a Benguela dificilmente quer voltar ao seu local de origem.

Aqui há uma vida diferente, desde as praias, aos pontos históricos, passando pelo quotidiano das quitandeiras ou dos vendedores de peixe, que batem à nossa porta com o cachucho pendurado, enquanto o carvão aguarda em brasa pelo peixe fresco.

Chegando à Praia Morena, já ao fim da tarde, o pôr-do-sol faz esquecer a caminhada e é digno da mais bela das fotografias. Deixe-se inundar pela luz laranja, sente-se debaixo de uma árvore e perca-se no infinito mar. Se ainda vale a pena mergulhar? Vale sempre a pena, o ar ainda está quente e o mar calmo.

Em frente à praia ainda há um ponto que merece atenção: o Museu de Arqueologia, antigo edifício onde se guardavam os escravos e dali partiam para outros portos, mundo fora.

Ao sair da cidade para praias como Santo António ou Baía Azul a viagem de carro proporciona uma vista fantástica. A estrada brilha por causa das salinas, o mar vai acompanhando o caminho e os tons de azul e branco das salinas transmitem serenidade e ânsia por saber o que nos espera nessas praias.

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