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Grutas do Nzenzo: Encantos com feitiços

08/11/2013

Foto: © Nova Gazeta

O Uíge é descrito pelas potencialidades de recursos naturais, locais históricos e culturais. Os seus rios são navegáveis, próprios para a prática de desportos náuticos e pesca desportiva.

Há também outras opções como o descanso e os banhos em cachoeiras, rios e lagoas. É possível encontrar-se cenários deslumbrantes, como reservas florestais e uma rica fauna de animais exóticos e de grande porte que povoam essas reservas ricas em flora e com densas florestas. Entre esses inúmeros encantos, estão as Grutas do Nzenzo, candidatas às Sete Maravilhas naturais de Angola.

É um lugar com uma beleza ainda virgem e completamente preservada, de difícil acesso e cuja via foi recentemente reabilitada. As Grutas de Nzenzo são conhecidas na língua local por 'Ntadi dya Nzenzo' o que siginifica 'Pedra da Torneira'.

O local foi descoberto recentemente pelo governo provincial do Uíge, através da Direcção Provincial da Hotelaria e Turismo.

Além do ‘cartaz turístico’ que, as grutas representam, o Uíge tem outros atractivos de elevada importância como a reserva florestal do Beu que tem uma vegetação do tipo mosaico com uma floresta densa.

Ocupa uma área de 1400 km2, possui uma fauna variada como elefantes, búfalos, antílopes, macacos azuis e outras espécies raras.

Misteriosa é a Lagoa do Feitiço no Quitexe. O nome foi atribuído, segundo contam os mais velhos, por causa de um fazendeiro português que, ignorando as recomendações dos populares violou as regras do local e uma desgraça abateu-se sobre a sua família.

Passou a haver muitas mortes e o fazendeiro, que se chamava José Dinis, começou a tratar o lugar por Lagoa do Feitiço. Desde então, passou a ser obrigatório realizar os rituais que até hoje são observados para se ter acesso ao local.

A comida e a bebida que lá se servem é para pedir perdão às sereias por todo o mal que os antepassados da aldeia fizeram, de forma a evitar novas desgraças.

Os mais velhos dizem que se um estranho tocar na água sem autorização pode desaparecer misteriosamente.

Os monumentos históricos e arquitectónicos contam a trajectória dos povos da província, desde o período antigo, pré-colonial, até hoje.

Os visitantes podem visitar estátuas, bustos, museus, fortalezas, pontes, pedras e túmulos de valor histórico. O busto do herói M’Bemba, construído em homenagem ao soba da cidade, fica situado no bairro M’Bemba N’Gango.

O monumento à batalha de Ambuíla é um memorial construído pelos portugueses em 1945 e simboliza a batalha travada entre os naturais e os portugueses contra a ocupação colonial.

A fortaleza do Bembe, ao lado da igreja do Bembe, foi construído no século XX.

A igreja de São José, construída no século XVIII, fica localizada junto das pedras do Encoje.

A província tem inúmeras belezas naturais, como as quedas do Bombo, do Massau, de Camulungo, as lagoas de Luzamba, Sacapete, Mavoio e as pedras de Nsinga Nzambi, Kakula Quimanga, do Tunda entre outros encantos.

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Como ir

Por acesso rodoviário, Uíge tem boas ligações com as províncias de Luanda, Bengo e Zaire. O bilhete de ida para cada pessoa custa 2500 kwanzas partindo de Luanda.

Gastronomia

Os pratos típicos são muambas, n’sombe (espécie de larvas apanhadas em palmeiras, cozidas e fritas) e catatos, acompanhados de funge ou verduras. A bebida típica é o malavu (ou marufo), retirada da palmeira.

Onde ficar

Grande Hotel do Uíge, de 4 estrelas, localizado no centro da cidade, possui 60 quartos que variam entre suites, duplos e singles. Equipado com bar, sala de jogos, ginásio e piscina, boutique de moda e salão de beleza é o espaço ideal para encontrar a tranquilidade e a boa forma.

O hotel tem também uma sala de reuniões com cerca de 180 lugares e é apetrechado com todos os meios audiovisuais e uma discoteca.

No restaurante terá a oportunidadede de experimentar as iguarias tradicionais africanas, bem como outros pratos conceituados da cozinha internacional.

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Morada
Província do Uíge

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