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Huambo: Belezas imperiais

29/11/2013 | Fonte: Nova Gazeta

Fotos: © Nova Gazeta

Conhecido como ‘Planalto Central’, o Huambo tem um grande potencial turístico que vai desde as suas belas reservas florestais e jardins aos seus locais históricos.

A sua capital, Huambo, foi baptizada em 1928 como Nova Lisboa, é principalmente muito acolhedora e é o ponto principal de uma província rica em rios propícios para o ecoturismo, desportos de aventura e de pedras e montanhas para a prática de rappel, alpinismo, entre outros desportos radicais.

Entre os vários encantos naturais da província, destaca-se o Morro do Moco, o ponto mais alto de Angola, com 2.620 metros. O Morro conserva muitos e valiosos recursos faunísticos e minerais que, aliados ao seu incomparável relevo, fazem dele um lugar de referência na região e no país, e por essa razão é candidato às ‘Sete Maravilhas Naturais de Angola’.

Com 85 hectares de floresta de montanha, o local é o ‘habitat’ de várias espécies de animais, como macacos, serpentes, coelhos, cabras do mato, javalis aquáticos e espécies raras, como o Francolim de Swierstra, uma ave que só existe am Angola e que faz das cavernas e grutas do morro o seu refúgio.

Além do Morro do Moco, é possível encontrar outros encantos naturais como a Albufeira do Kuanda que tem uma raríssima praiaem pleno planalto, proporcionada pela Barragem do Ngove, com boas condições para natação, pesca desportiva e navegação.

A Reserva Florestal do Kavongue tem uma floresta com uma área de mais de 30 quilómetros. Os vários rios da região, Keve, Cunene, Caalai, Cunhangâmua, Capanda, Anhara e Cinquenta, além de serem ricos em peixe, como o tilapia, tigre, barbo, chicunhanda, olho branco, bagre, epuli, roncador e enguia, são também excelentes para a pesca desportiva e outras actividades naúticas.

As Mupas do Cuiva, com cataratas e águas agitadas, são próprias para a canoagem desportiva. Há ainda o Monte Nganda, um impressionante grupo de rochas que antigamente foi a capital do reino do Bailundo.

Entre essas rochas abrem-se algumas grutas. Existem também vários jardins e campos floridos, onde se pode apreciar as dálias, flor da qual se diz existirem mais de 500 variedades na província.

O Jardim da Cultura, inaugurado em 2008, é um local de recreio e lazer, com um jardim infantil, um espaço para exposições temporárias e diversos exemplares arbóreos da flora de Angola.

Já na cidade, o parque urbano e o jardim botânico da Estufa Fria constituem um corredor verde mesmo no centro, onde passa o Rio Konjevi e onde está também a Casa Ecológica, construída com base em critérios de arquitectura bioclimática, isto é, recorrendo a materiais naturais, à energia solar e a técnicas que privilegiam a ventilação natural.

O Museu Antropológico, construído em 1935, conserva registos históricos, como fotografias, esculturas e pinturas que contam a história da província. Os edifícios Ruacaná e Nova York representam a melhor arquitectura da cidade: o edifício Ruacaná é um bom exemplo da arquitectura moderna, caracterizado pelo rigor e simplicidade da sua geometria, com destaque para o varandim e a torre.

O edifício da loja Nova York é um bom exemplo de uma corrente com origens no Brutalismo (movimento moderno, entre 1950 e 1960) e evidencia-se pela estrutura em betão, utilizada como elemento formal e decorativo. Para ver, ainda há o túnel subterrâneo, onde se abrigou o Soba Kandumbo, o Morro de Santo António do Bailundo, local onde se encontra o túmulo do rei Ekuikui.

A Igreja do Centro do Compão, construida em 1957, tem uma arquitectura invulgar, tendo sido construído com adobe, com cúpulas pintadas de indigo e tem frestas na fachada, que iluminam o seu interior.

Para quem gosta de turismo religioso, a Província do Huambo está ainda repleta de locais de culto arquitectonicamente inesquecíveis, alguns rodeados de uma bela paisagem: a Igreja de Nossa Senhora do Monte, erguida em 1924 no monte M’Bengela, que em umbundo significa ‘miradouro’, a Missão Católica da Camela, no Catchiungo, as igrejas de Santo António, do Bailundo, a de Nossa Senhora de Fátima, na Caála, e a do Mungo e a de São Pedro e a Missão Evangélica de Chilume.

Outros monumentos que podem ser encontrados são o Forte da Embala da Kissala, as Pedras da Embala Kandumbo, os Paços do Concelho, onde está situada a Biblioteca Constantino Kamoli, as nove estátuas espalhadas pelos jardins da cidade, que mostram um pouco da riqueza cultural da província, as ruínas da Embala Grande, com as suas muralhas, construídas em 1914.


Como ir

O Huambo é um importante entroncamento de vias rodoviárias entre Luanda e outras províncias. Há acessos rodoviários a partir de Luanda, Benguela, Kwanza-Sul, Huíla e Bié. Se optar por viajar por via aérea, o bilhete de ida, por cada pessoa, custa cerca de 130 dólares, a partir de Luanda.

Onde ficar

O Hotel Ekuikui I tem quatro estrelas e 68 quartos e suites de luxo, dois restaurantes, um bar, uma sala de conferências equipada com alta tecnologia para conferências e videoconferências, internet gratuita em todo o hotel, uma piscina exterior e estacionamento privativo.

Gastronomia

Os pratos típicos do Huambo são o funge de milho acompanhado de verduras, tortulhos frescos e secos e peixes do rio (cacusso e bagre). 

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