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Pela densa floresta e praias por conquistar

Como ir, onde ficar e comer em Cabinda

24/04/2015 | Fonte: Nova Gazeta

É a província mais a Norte de Angola, como tanto a TPA gosta de repetir, e separada do resto do país, Cabinda mostra riquezas turísticas e não só. É aqui onde se encontra Maiombe, considerada como ‘mar vegetal’, é uma floresta tropical fechada que encanta com os magníficos tons verdes. É uma das maiores reservas de espécies animais e vegetais do mundo e a segunda do planeta depois da Amazónia, no Brasil. Integra a lista das ‘Sete Maravilhas Naturais de Angola’.

A beleza da flora está ligada à variedade de árvores, algumas que chegam a medir até 50 metros de altura, com madeiras muito apreciadas no mercado mundial, como o pau-preto, ébano, sândalo-africano, pau-raro e pau-ferro. A fauna é muito rica e muitos dos animais são tidos como raros e em risco de extinção, como são os casos dos gorilas, chimpanzés, elefantes e aves, como o papagaio cinzento e o periquito, entre outros, como rinocerontes, pacaças e vários tipos de roedores.

Uma mistura de belas praias, lagoas bem preservadas e florestas virgens, além de um significativo património histórico, compõem as riquezas turísticas de Cabinda.

A Praia da Fútila, uma das mais concorridas, conta com importantes infra-estruturas, com destaque para o Fútila Beach, onde há um restaurante-bar com suites disponíveis para banhistas, a menos de 500 metros do mar.

A Praia de Mandarim é a preferida dos amantes da pesca desportiva, os quais, aos fins-de-semana, organizam piqueniques, animados por concursos informais de pesca. O acesso à praia é feito a pé, à beira-mar, ou de canoas e chatas.

Além da floresta e das praias, Cabinda também está cheia de atractivos históricos como igrejas, cemitérios, pontos históricos, como o monumento que assinala o tratado de Simalambuco, museus, fortalezas e ruínas.

O local de concentração e embarque dos escravos na aldeia de Chinfuca é outro dos locais turísticos e históricos. Ainda não suficientemente explorado, o sítio tem um atraente encanto paisagístico, a aproximadamente 500 metros do oceano Atlântico, servindo de miradouro natural da praia e das ondas do mar. A natureza plantou, em pleno coração deste local histórico-cultural, uma bela árvore chamada Nkondo (em língua nacional fiote) ou imbondeiro que atrai ainda mais o interesse cultural dos visitantes.

Como ir

Há voos directos de Luanda para Cabinda. A passagem de ida e volta por cada pessoa pode custar menos de 25 mil kwanzas.

Onde ficar

Existem várias opções de alojamento. O Hotel Maiombe, no centro da cidade, dispõe de 42 quartos equipados com TV, frigobar, ar-condicionado e telefone. Há ainda os hotéis Pôr-do-Sol, de 3 estrelas, e o HD, de quatro, ambos com piscina.

O que comer

Com uma variedade gastronómica, os pratos típicos de Cabinda são a base de muambas de diversos sabores, entre eles a de ginguba, de peixe seco, de pato e o de feijão macoba, acompanhadas de suidi de peixe, fúmbua de peixe fumado com maiaka (ou kikuanga). No Maiombe, pode-se saborear os pratos originais da região: calulu de carne seca e de peixe, saca-folha e banana-pão.

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