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Zaire: Uma maravilha de lendas e tradições

08/11/2013

Foto: © Nova Gazeta

As praias fluviais, graças aos esplendorosos cursos do rio Zaire, são alguns dos principais atractivos naturais da província. Além da beleza, são ideais para banhos relaxantes, como os casos das praias dos Pobres, das Sereias, do Kimbriz, e muitas mais.
 
Canais, ilhas e quedas d’água completam os sítios onde os visitantes encontram lazer e possibilidades de praticar o ecoturismo. No Zaire, há muito para ver e apreciar. As quedas do rio M’Bdrige, oferecem um panorama magnífico e águas agitadas para a prática de desportos, como canoagem e ‘rafting’. Mas a província está em destaque porque também inscreve duas candidaturas à  ‘Sete Maravilhas Naturais de Angola”: as Cavernas do Zau Evua e o próprio rio Zaire, também conhecido como rio Congo.
 
As Cavernas do Zau Evua estão localizadas em M’Banza Congo, cidade classificada recentemente como Património Cultural Nacional e candidata a Património da Humanidade. São um local de rara beleza e com potencial turístico que fascina quem as visita.
 
O rio Zaire é o segundo maior rio de África (depois do Nilo, no Egipto) e o sétimo do mundo, com uma extensão de mais de quatro mil quilómetros. Situada no território onde se situam as raízes étnicas e históricas, a província exibe as suas tradições milenares através de monumentos arquitectónicos, como museus, igrejas, prédios públicos, túmulos e locais sagrados onde viveram aqueles que são considerados os primeiros angolanos.
 
Um dos casos é o Museu Kulumbimbi, a antiga casa do rei em M’Banza Congo. O Yala Nkuwu, ou ‘Árvore da força ou do sangue’ é único em África. Situa-se no lugar onde o Rei do Congo executava as sentenças.
 
Segundo a lenda, a árvore sangra em honra de quem se senta debaixo da sua sombra. As ruínas da Catedral, a primeira igreja de Angola, construída em 1491, e considerada como a igreja mais antiga da África sub-saariana, é conhecida localmente como ‘Nkulumbimbi’: os habitantes da região acreditam que a igreja foi construída por anjos durante a noite.
 
A igreja foi visitada pelo Papa João Paulo II, em 1992. Para visitar ainda há o Memorial da mãe do Rei Afonso I, também ela animada por uma lenda popular que começou na década de 1680: diz o povo que o rei havia enterrado a mãe viva, porque ela não estava disposta a desistir de um ídolo que usava no pescoço.
 
A ‘jalankuwo’, árvorejulgamento do ‘Manikongo’, pode ser encontrada em M’Banza Congo, junto com a “sunguilua”, uma estrutura rectangular onde a tradição local diz ter sido o lugar onde os corpos dos reis eram lavados antes do enterro.
 
O Museu Real, recentemente reconstruído como uma estrutura moderna, abriga uma impressionante coleção de artefactos do antigo Reino, embora muitos tenham sido perdidos no antigo edifício durante a guerra entre 1976-2002.

Os portos Rico e do Pinda serviram como entrepostos na exportação de escravos.

Outros locais para se visitar no Zaire são a Pedra do Feitiço, os canais Pululu e Kimbumba, ideais para se comtemplar a paisagem de canoa motorizada.  Ainda há a ilha do Mabubu, ideal para repouso e turismo, e a Foz do Rio Congo, onde o encontro do rio com o mar provoca um ruidoso espectáculo de rara beleza.

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