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Ministra da cultura pretende que Mbanza Kongo seja o centro da actividade culturais

08/01/2018 | Fonte: ANGOP

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, asseverou nesta segunda-feira, na cidade do Dundo, a necessidade de os angolanos redobrarem esforços, com distintas manifestações artísticas, para tornar Mbanza Kongo o centro de actividade cultural.

O registo da cidade de Mbanza Kongo como património cultural da humanidade é, de acordo com a ministra, um feito ímpar, que resulta de mais de uma década de trabalho árduo junto da UNESCO.
“Temos de assumir publicamente que o reconhecimento de Mbanza Kongo como património mundial dignifica Angola e dignifica também o Reino do Kongo. Mas não se trata do final da jornada, apenas do final de uma etapa, que marca o início desta jornada que nos vai obrigar agora a esforços redobrados para dinamizar a actividade científica com o concurso das instituições de investigação científica e de ensino superior da província”, disse a ministra durante o seu discurso no acto central do Dia da Cultura Nacional.
Para a ministra, no que ao registo  internacional do património angolano diz respeito, segue-se a estação de Tchitundo-Hulo, cujo levantamento arqueológico, antropológico e histórico já está em curso, incluídos também estão os projectos de candidatura do corredor do Kwanza, e do Kuito Cuanavale pelo simbolismo histórico que representam no percurso libertador dos povos da região austral do nosso continente.
Para o efeito, o Ministério da Cultura vai integrar uma comissão multissectorial que, com o apoio do Fundo Africano do Património Mundial, irá desenvolver na África do Sul um programa multissectorial sobre o papel dos países da região na luta anti- apartheid e pela paz.
O ministro prevê a assinatura de protocolos com departamentos ministeriais, com destaque para os ministérios da Educação, do Ensino Superior, da Hotelaria e Turismo, da Juventude e Desportos e do Ambiente
Carolina Cerqueira reafirmou ainda que a província da Lunda Norte é culturalmente bastante rica, possui uma série de grupos étnicos, com destaque para os cokwe, os lunda e os baluba, povos que vivem em perfeita harmonia, com trocas culturais e com práticas que ultrapassam as fronteiras da província e, até, de Angola.
Para a ministra, a riqueza cultural dos povos desta província pode ser vista na sua arquitectura, no artesanato, na tecelagem, na siderurgia local e nas diferentes manifestações artísticas.
“O símbolo da Cultura Nacional provém desta região, da mesma forma como temos aqui a bastante conhecida máscara mwana-pwó”, reforçou a governante.



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