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Muxima, a veneração que ultrapassa fronteiras

10/04/2013 | Fonte: © www.sapo.ao

A Mamã Muxima, imagem da Nossa Senhora do coração dos angolanos, viaja nesta quinta-feira, 11 de Abril, para a Argentina onde será entronizada no Santuário de Lujan.

A viagem é de curta duração, de 11 a 15, e, segundo o padre Antero Beji em declarações à Angop, um dos objectivos é que a Muxima não se limite ao seu local de origem e culto em Angola, mas que seja uma peregrinação com vida além de Angola.

A ideia partiu do embaixador angolano na Argentina, Hermínio Escórcio e nesta peregrinação deverão participar 12 bispos, 23 padres, 14 freiras e 26 leigos da Igreja Católica.


Muxima, um coração de fé

Todos os anos os devotos à Mamã Muxima dirigem-se à Kissama, na província de Luanda, a 130 quilómetros da cidade, para aquela que é a maior peregrinação da Igreja Católica.
Equiparada à Nossa Senhora de Fátima em Portugal  ou de Lourdes em França, a Mamã Muxima leva até si mais de uma dezena de milhar de fiéis que em Setembro pagam ou deixam as suas promessas.

Há mais de 50 anos que o Santuário recebe estes fiéis e é já uma tradição, que procura agora ter mais do que angolanos, chamar também estrangeiros que acreditem nos poderes milagrosos da oração à Santa, a quem um dia se começou por pedir chuva e que hoje é a resposta para todas as preces.

Reza a história que a Igreja da Nossa Senhora da Muxima, também conhecida por Nossa Senhora da Conceição, foi fundada em 1599 por Baltazar Rebelo de Aragão. Depois de tomado por holandeses e de novo reconquistada, este lugar de fé é assumido como tal a partir de 1833. Pedidos, oferendas, acampamentos, passaram a pintar o cenário deste espaço idílico.

Uma nova basílica

Há já alguns anos (2009) foi anunciado que a Muxima teria um novo coração. Com capacidade para quatro mil fiéis e uma praça central capaz de acolher 120 mil peregrinos, a Basílica Mariana será o coração da nova Muxima. As maquetes do referido templo foram apresentadas ao Papa Bento XVI, pelo presidente da República José Eduardo dos Santos, na sua visita a Angola.

O projecto é assinado pelo arquitecto português Júlio Quaresma, que na altura, em entrevista ao semanário O País explicou que a Basílica deveria ter uma torre com sete sinos, e no cimo do edificio uma enorme cruz deitada, iluminada durante a noite, e que se poderá ver dos céus e dos morros da Kissama. Por detrás do altar, estarão 15 vitrais, captando o Sol do Norte.

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