Kwanza Tarpon Lodge
Um destino muito apetecível para todos

De Cabinda ao Cunene, Angola é misteriosa, simples ao mesmo tempo, de gentes e costumes apaixonantes e sem sombra de dúvida um destino obrigatório.
Beleza e raridade caracterizam todos os cantos deste país da África Austral:
O mar que beija a areia em Luanda, a vista da marginal, as acácias rubras que dão cor a Benguela, a beleza irresistível da Serra da Leba no Lubango, as exuberantes Pedras de Pungo Andongo em Malange ou a welwitschia mirabilis, indescritível flor do deserto do Namibe são uma ínfima parte do que a natureza angolana tem para oferecer.
Angola tem algumas áreas protegidas como os parques nacionais, nos quais também estão espécies animais em vias de extinção, como o rinoceronte preto na reserva do Kuando Kubango.
As coutadas proporcionam ao nosso imaginário momentos únicos, de cheiros e sons que ultrapassam o que a vista pode alcançar. Despertam o verdadeiro espírito de quem aprecia o safari. Vale a pena apurar os sentidos para absorver o chilrear das aves, o rugir dos leões, o movimento das manadas de zebras, de elefantes, de antílopes, os banhos dos hipopótamos, os crocodilos no seu cochilo, entre muitos outros pormenores.
Mas o país da Palanca Negra não é só paisagem. Em Angola vive-se a música e a dança como um bem essencial. Aqui o povo sabe e gosta de se divertir, reunir no quintal à tarde ou procurar as melhores discotecas para dar as passadas, os toques da kizomba e do kuduro (os estilos que mais animam as festas).
Rica em artesanato, a cultura angolana é também representada pelo “Pensador”, uma peça, feita em pau preto, que representa um ancião com a cabeça entre as mãos – em Angola o mais velho é quem tem a sabedoria, os bons conselhos. Nas telas as cores são quentes, predomina o laranja, o vermelho, a cor da savana e por norma vemos representados máscaras, homens e mulheres nas lavras ou pescadores. Na literatura a prosa e a poesia contam os hábitos, retratam o quotidiano, valorizam a identidade angolana, registam os contos tradicionais que muitos séculos antes eram contados à volta da fogueira.
Luanda é uma cidade de agitação, com fulgor, multicultural e propícia aos negócios. Comparada a muitas cidades da Europa e até dos Estados Unidos, tem o divertimento, os hotéis, os restaurantes para todos os gostos e acima de tudo os dias diferentes: todos os dias “nasce” um empreendimento. Vive-se um momento de progresso e o investimento é bem-vindo.
Vir a Angola é experimentar os sons, os ritmos, os sabores. É procurar História e encontrar a Rainha Ginga, é procurar segredos e encontrar a arte rupreste do neolítico, nas cavernas de Tchitundo-Hulu, é sentir o cheiro da terra molhada em Dezembro, dançar o kabetula em Fevereiro, é sentir a tradição misturada com a modernidade, é viver em constante alegria.
Texto: Mayra Prata Fernandes
Ficha do País
Capital: Luanda
População: 14 milhões
Área: 1, 246, 700 km2
Províncias: Bengo, Benguela, Bié, Cabinda, Cunene, Huambo, Huíla, Kuando Kubango, Kwanza Norte, Kwanza Sul, Luanda, Lunda Norte, Lunda Sul, Malanje, Moxico, Namibe, Uíge e Zaire (18)
Fronteiras terrestres: República Democrática do Congo, Zambia e Namibia
Hora: GMT/UTC + 1
Moeda: Kwanza
Estações: chuvas de Outubro a Abril e cacimbo de Maio a Agosto
Telefone: código internacional 244; código de acesso internacional 00
ATMs: existem mas nem todos aceitam a generalidade dos cartões estrangeiros
Línguas: português